segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Caminho bravo


Tô arebentada.
Fui para a Brava ontem e a trilha estava uma lama só. Cai umas três vezes, tô com a perna e o joelho ralado, fora os braços que estão super doloridos. Para quem não sabe, a trilha consiste em subir um morro íngreme por cerca de 1 hora - Íngreme mesmo, em alguns pontos você sobre na vertical, como uma escada, para logo depois descer por mais uma hora o outro lado do morro.
Fui eu a Tamara e a Sol. Foi a primeira vez das duas. A sol surtou, ela ia pulando e escorregando e sem entender nada. Há algumas casas ilegais pelo caminho e sempre cheias de cachorro, foi um verdadeiro carnaval. Ela não sabia se brigava, se fazia amizade ou se ia.
A praia parece um oásis. Você ouve o barulho do mar bem no meio do caminho, naquele momento em que você está pedindo arrego, chamando o resgate e se fazendo de louca mesmo.
Não havia sol ontem, o que facilitou o caminho, assim que a gente saiu da trilha o sol meio que deu as caras, mas só para deixar a história mais agradável sem ser piegas (imagine um sol abrindo no momento em que você pisa na praia, eu ficaria tão constrangida que iria embora na mesma hora). A sol olhou para a praia e me mandou um olhar de reprovação:
"- Todo aquele caminho era para ISSO?? Vou beber água. É salgada!! Afinal, quem te nomeou líder?"
Definitivamente cachorros não entendem a beleza da natureza, caminham para buscar comida, água e algum lugar seguro para dormir, e ela sabe que tem tudo isso em casa. A única preocupação é manter as pessoas afastadas da sua casa, comida e água. Fácil. Afinal Deus lhe deu dentes.
Podem criticar quanto quiserem, mas o único cachorro que sempre gostou de caminhar e fazer amizade foi o Sansão, o poodle - Que nesse momento está tirando o tártaro dos dentes.
Ele já está com quinze anos, seria crueldade leva-lo para a brava, acho que ele agüenta e sei que gosta, mas fiquei com medo. Ele teria surtado na praia, já a sol achou divertido, mas não saiu do meu lado, tive que mostrar para ela o rio com água doce (o sansão teria encontrado) e tentou me tirar a força do mar (aquelas ondas, depois daquele caminho... ela sabia q eu estava louca)
A brava nunca está deserta, sempre tem um pessoal: acampados, surfistas, barcos... Mas ontem não havia ninguém, só um grupo de eco-chatos com um livro de visita (!?).
Mal pisei na praia, já começou o interrogatório:
- Veio por qual caminho? Vem sempre? Estamos fazendo uma campanha de conscientização para que as pessoas não deixem lixo e nem tragam animais para a praia.
Antes que eu conseguisse responder ela me cortava com outra pergunta, mas com aquele tom calmo de quem vive em harmonia com o meio ambiente. Tomou um ow ow ow.
Fofinha, assino o seu abaixo assinado, disfarçado de livro de visitas (Aposto que será alguma coisa bem estúpida e descolada da nossa realidade, mas como eu sei q vocês são incompetentes não irá causar mal nenhum). Nunca deixei lixo na praia e meu cachorro é mais limpo que o seu rabo. Sou contra levar cachorro na praia, nunca levo. Mas para a brava?
A praia é um paraiso que ninguém chega por causa do rolê. Sempre encontro uns cachorrões que precisam gastar energia. Nada de cachorros defecando ou urinando ao lado de crianças brincando. Quer salvar o mundo? Vai para o Guarujá.
Outra coisa que eu acho nojento é esse povo que acampa em praia, mas lá na brava sempre tem e sempre está tudo certo. Como não há um fluxo muito grande de pessoas, a natureza acaba absorvendo eventuais lixos.
Ruim mesmo foi voltar para casa e ver a cara do Sansão perguntando seu eu tinha me cansado dele.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Das coisas que se pode perder


Perdi um avião hoje.
Já tinha perdido um monte de coisas, mas foi a primeira vez que perdi um avião.
Dá um vazio, uma sensação de viver um dia que não era o seu.
O meu dia está lá, perdido em algum lugar entre o hoje e o ontem. Abandonado, porque não foi e nem será vivido por ninguém.
Um mar de possibilidades desperdiçado, agora eu sei como um espermatozóide não fecundado se sente - Dava para ser, mas não será.
Agora eu tô aqui de observadora e imaginadora, pensando no dia que poderia ter sido. Vou deixando as horas passarem até dar o horário de reencontrar a minha vida novamente.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os meus peixinhos


Eu tenho mania de colocar esses microcontos no MSN, quando alguém fala alguma coisa engraçada ou com um grande poder de sintese eu acabo colocando na coluna do Blog. A Maioria vira piada interna, mas sobra bastante coisa legal.
Pelo menos eu acho.
Não gosta, não volta.
Bom, eu acho legal, porque uma coisa boba dessas gera umas conversas bem bacanas, as pessoas me mandam frases. Super lúdico.
A última foi "Era o terceiro peixinho dourado só naquela semana."
Não é que me de deu um estalo.
Tá, eu sei que eu estou entrando na TPM e nessas horas eu fico mais emotiva e acho tudo muito "profundo" e "necessário", músicas da Madonna, cachorros chorões... todo mês é a mesma coisa... já deveria estar acostumada.
FOCO!
A história é que eu me apaixono, fácil, fácil, umas duas vezes por semana: homem, conversa, livro, filme, casa, carro, jantar, amigo, viagem, rua, foto, frase, projeto.
Encantada, eu não paro de pensar e falar sobre a vítma. Quero saber tudo: como? Porque? Onde? até o momento que eu me torno a pessoa ou a coisa.
Ai acontece alguma coisa e o encanto acaba.
Pra variar eu não consigo decidir se isso é bom ou ruim... Na verdade, eu acho que a minha vida está passando e eu nunca consigo decidir se as coisas são boas ou ruins.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sinal Fechado


Todo ano eu começo com uma mochila cheia de pedras (objetivos para os normais), asim que eu resolvo, fico mais aliviada. Uma das minhas pedras foi embora no domingo, junto com o rebaixamento do Vasco e ainda passei um dia na praia. Era para estar trânqüila, mas não estou.
Hoje, eu sai tarde de casa e encontrei um cara que fazia um tempão que eu não via.
Eu vi ele de longe, vi ele parando o carro do meu lado, eu só precisava andar menos de um metro para ficar emparelhada. Levei um tempão para decidir se falava ou não... Como eu gosto de ver sangue (não tem jeito) acabei indo.
Foi legal.
Agora no final do dia, eu comecei a pensar, encontra-lo me obrigou a pensar numas coisas, que talvez eu não estou muito a fim de resolver agora.
O slogan deveria ser: "Troque a sua pedra por duas"
Droga!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Yoga


Hoje foi o meu primeiro dia de Yoga.
Eu já havia feito Yoga antes no "Instituto High Tech para playbas" - Um horror
Tudo começou com o restaurante Hare Khrishna, que eu estou indo almoçar. A cada dez almoços você ganha uma aquarela, eu achei tão divertida a idéia que comecei a conversar com a dona. Conversa vai, conversa vem, descobri que a ela tem uma casa na mesma praia que eu e ainda dá umas aulas de Yoga.
Hoje de manhã eu fui para a aula numas de só cumprir a tabela e ter desculpa para não fazer nada... Adorei.
Eu ando com três problemas sérios:
1 - Porque os gastos são sempre maiores do que a receita?
2 - Eu vou conseguir emagrecer?
3 - Como uma pessoa com esses problemas pode ser feliz?

Eu acho que respondi essas perguntas hoje, na aula. Ela me disse que a cultura indiana entende que toda mulher é uma eterna criança, nunca sai dos 16 anos... Precisa constantemente de presentes, atenção e todas essas coisas. Ela pode ter 60 anos e ainda assim chorará se você for cruel, já o homem nasce com 60 anos...
A única coisa que explica a minha paz de espírito é a minha inconseqüência, que é muito próxima de uma menina de 16 anos.
Olha como o dia começou bem: fiz uma ginastiquinha e arrumei uma desculpa para ser volúvel.
ADOREI A YOGA

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Reconsiderações


Eu sou radicalmente contra falar sobre trabalho aqui, sei lá quem lê e o que acha.
Mas como é fim de ano, o assunto está em pauta na minha cabeça, não resisti.
Tenho que rever tudo o que eu fiz e tudo o que eu pretendo fazer no próximo ano, fora esse universo de projetos que eu estou sofrendo para me desvencilhar
Saco cheio dessa burocracia.
Uma coisa boa são os filmes, que estão indo muito bem, obrigada. Acho q com o tempo a gente aprende alguma coisa, mesmo entre brigas e desavenças eu tô feliz.
Cansada, mas feliz.
O último Lounge foi essa semana, cá entre nós, foi incrível, mas como sempre teve o seu momento artIIsta babaca. Quem conhece e freqüenta sabe q houve acertos e erros, propostas e equívocos - isso é bom e está tudo certo, porque o live cinema caminha em busca da sua identidade, não tem como esse projeto apresentar um formato específico.
Pois bem, o Tomaz Klotzel vai lá, marca um gol de placa, apresenta um trabalho incrível e denso. O melhor: consegue estabelecer uma comunicação com o público.
Eu, toda feliz, fui conversar com ele, e não é que vem um MALA dizer que o público não importa?
O público é detalhe!!!
Preferia ser surda.
Juro que nem discuti, levantei e sai.
Todo mês eu ralo para apresentar alguma coisa realmente interessante e com uma proposta totalmente nova, parece pouco mas não é. Acertamos algumas vezes, fui enganada em outras, outras o trabalho era muito hermético, enfim... quando você finalmente "junta" tudo vem um babaca falar que o público não é importane.
Talvez, esse pode ser um dos motivos da evasão (ou evacuação?) das salas de cinema.
As pessoas estão tão encantadas com o seu umbigo que esqueceram que cinema é, antes de tudo, comunicação de massa.
Bom, mas indiferente disso a vida continua... Preciso mudar esse nome, a história toda evoluiu e o nome ficou para trás. Alguém tem alguma sugestão? Parcerias e formato precisam ser revistos... Trabalho pra cacete :(

domingo, 23 de novembro de 2008

Lazy


Quando eu acho que já desci tudo que se pode descer, eu me surpreendo.
O que foi o dia de hoje??
Tá certo que eu ando precisando ficar em casa, não fazer nada e essas coisas todas.
Mas hoje foi deprê... passei o dia inteiro no MSN e afins... fiquei com vergonha de ser eu.
Estou cheia de coisas para fazer, o Sansão ficou doente, eu não consigo viajar e para piorar a situação ontem foi aniversário da minha mãe.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

E não é que acabou em...


SUSHI!!!!!

Sim, foi o tempo em que as presepadas e histórias mal contadas acabavam em pizza.
O meu lado mais otimista comenta: "Pelo menos não saio do regime"

terça-feira, 11 de novembro de 2008

E agora José?


Quero ver quem tem coragem de dizer que eu estou errada.

terça-feira, 4 de novembro de 2008


É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.
É só TPM, daqui a pouco passa.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

What It Feels Like For A Girl

Parece senso comum, mas juro que não é. Toda mulher é frágil e geralmente sofre pra cacete.
Algumas têm o hábito de decepar cabeças depois de magoada, mas isso é uma outra história.
Eu já tinha viajado sozinha, mas foi a primeira vez que eu fui para um lugar sem nenhuma referência ou conhecido. Todo mundo falou que seria incrível, porque eu saberia "quem eu realmente sou" e outras balelas.
Bom, descobri que eu sou eu mesmo - mas ainda não consegui decidir se isso é bom ou ruim.
Aff já divaguei de novo... A história não tem nada com a viagem, só é um gancho. A volta foi muito cansativa, trem, avião, avião, aeroporto, avião, comida ruim, pressa, sono, avião, cansaço, avião, manta.
Eis que no meu último momento em solo estrangeiro, os alto falantes começam a reproduzir a música da Madonna e eu embarquei com a questão.
Eu adoro ser mulher, não tem nada com sexo ou seja lá o que a maioria das pessoas pensa a respeito, mas eu não queria sentir tanto, não queria ser orientada por hormônios, não queria precisar ser aceita, não queria ter as metas mais malucas, e principalmente, não queria ser lançada à questões filosóficas por causa de uma música comercial feita por um ícone pop!! Isso é humilhante.
Tá certo que eu estou na TPM e acabo ficando mais agressiva e emotiva do que o normal, mas mesmo assim eu acho que no geral as mulheres se sentem como a Sol, um monstro carente, que precisa de atenção e todas as coisas, mas todo mundo tem medo porque bate forte e colocado.

PS - Eu gosto da música, mas principalmente do vídeo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mundinho pequeno

Foi a primeira coisa que eu vi, assim que cheguei no escritório da produção.
Fiquei doida e constrangida... Sacar o celular para fotografar flyer é um comportamento estranho até para os brasileiros.
No final, os gregos estavam certos, nossas expectativas e angústias são genéricas e universais. É só "botar uma máscara e tá tudo explicado"
Mais engraçado é lembrar que toda essa história começou por causa de uma frase que eu ouvi passando em frente a TV:
"- Perseguida por uma gangue internacional, perigosissíma"
Globo, Grécia e Suécia: Tudo a ver!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Últimas considerações

*22h, numa capela no meio do mato, a "iluminação" foi feita com os faróis do carro

Ok, foi um bom ano.

Pode parecer estranho, mas hoje (16/10) eu fui parar numa fazenda centenária, pra lá de tombada (se é que isso existe), fiquei praticamente o dia inteiro lá. Já tinha ido antes, e também conheci outras, mas dessa vez eu estava "sozinha". Percorri alguns lugares felizes e outros deprimentes, me senti uma escrava e uma sinhá.

Eu ainda tenho uns projetos para encerrar até o final do ano, mas eu sinto que o ano acabou.

Entre mortos e feridos, eu acho que sobrevivi.
Foi o ano inteiro na trave: Dinheiro, trabalho e amor.

Só queria entender porque eu estou feliz.

sábado, 11 de outubro de 2008

Alguém sabe?


Fui até onde eu achei que dava.
E agora?
Isso é pouco ou muito?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

hein??


Tá.
Se eu sou "super feliz", a minha vida é incrível, meus amigos são insubstítuiveis, eu amo o meu trabalho e sempre tem um doido por perto.

Por que será que de vez enquando eu fico tão triste que chega a dar pena?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

ahhhhhhhh


Agora é oficial: Eu ODEIO comida japonesa

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

mudança de hábito


E seu eu disser que, de repente, eu enjoei de comida japonesa?
No domingo me veio essa luz: "Thalita, agora chega"

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cadê????


Estou numa fase de festinhas dos 30. Na verdade não é bem uma fase, afinal eu já estou nos 30 (e tantos, logo mais) e continuo indo à festinhas.

Semana passada foi um evento mais "selvagem", já que a "tchurma" era da "night", mas nem isso deu para segurar as barriginhas, celulites, rugas e calvices. O tempo é cruel até para os reis da noite. Já a dessa semana era para um pessoal mais intelectualizado, ao invés de strobos e pisca pisca, serviram caldinhos e patês.

Gostei das duas festas e gosto de todas essas pessoas, embora eu fui, digamos, mais normal em uma (se é que vc me entende, mas não crie expectativas, por favor) e na outra, o ponto máximo foi irritar um "convertido".

Droga, desviei do assunto de novo, a conversa não é essa.

A conversa é a postura das pessoas de 30. Entre uma festa e outra, fui jantar com dois amigos (um é hetero convicto e o outro é homo convicto) e minha irmã, a de 19.

Nós falamos de possibilidades, casos, namorados, ex-namorados, futuros namorados, sempre com muita falta de respeito e consideração. Enquanto nós nos consumíamos com sacadas inteligentes, rindo muito e esfolando as pessoas, a minha irmã não parava de falar: "Esse é bonitinho". "Não acredito que você fez isso! Ele era tão legal", "Olha lá, acabou de entrar um cara bonitão", etc, etc, etc.

Percebe? Ok, a idéia era nos divertir enquanto o "amor da vida" não chegava. Valia beijar, namorar e até casar, sem se preocupar porque um dia, ele chegaria. Acontece que no processo a vida pára de te surpreender, você vai se tornando lentamente uma pessoa cínica e debochada. Na boa, eu não chegaria perto daquela mesa se não fossem meus amigos, e percebi que realmente eu não chego mais perto de estranhos e e os estranhos também começaram a rarear.

Além do cinismo e deboche, os de 30 perderam a espontaneidade. Tem uma baladinha no Jardins de quinta-feira, super fechada, mas mesmo assim fica cheia - Nenhuma bituca no chão, as latinhas devidamente jogadas no lixo. Quando reparei isso falaram que era um "público mais bem educado" - Bem educado uma ova!

A verdade é que aos 19, 20 anos há uma certo improviso e porque não dizer, empolgação com a vida. Aos 30 ou a pessoa está muito na lama ou encantada consigo mesmo, para perder tempo com experiências redundantes (eita povinho besta!).

Jantar? Dançar? Festa? Já vi tudo isso milhares de vezes, querido. E cita algum autor famoso...

Eu não quero ser metida a besta, mas eu também não consigo parar de rir das pataquadas alheias!





sábado, 27 de setembro de 2008

Orangotango de tanga no tango

Adoro começar a escrever sem ter a menor idéia do que eu vou falar...
As vezes eu faço isso. Escrevo, fico com vergonha do meu egoísmo e apago tudo.

ACABEI DE APAGAR TUDO

A verdade é que eu sou feliz.
Feliz pra cacete, mas como eu acho que sou feliz por pouco, acabo com vergonha e arrumando desculpas para sofrer.

Parei de escrever e sai com a prima, conversamos numa situação pra lá de inusitada, depois fui para a casa do favela, peguei a Taísa, só não aguentei chegar na festa da Ingrid - Passei mal.

A Ingrid, a Érica e mais uns me ligaram de madrugada, mas só via agora pouco (já tô ligando) - Capotei mesmo.

O Fato é o seguinte, ontem não aconteceu nada demais, mas foi bom. No final das contas eu acho que viver é como sexo, até quando é ruim é bom.

Tenho saúde e amigos (os melhores), nasci na casa mais estranha do universo, conheci as pessoas mais bizarras do planeta, fui nas festas mais estranhas da Terra, li os livros mais nonsenses da galáctica, namorei marcianos e terráqueos, contei histórias, menti, ri, chorei, fiquei com raiva, perdoei, fui perdoada, passei de ano, tomei chuva e fora, andei de bicicleta com sol, derrubei sorvete e ganhei outro, perdi aposta, dei rasteira, usei drogas, parei de fumar, tive um derrame, vi a virada do milênio e ganho a vida trabalhando com cinema.

Na boa, o que mais eu posso querer?

Qualquer um que não seja eu pode falar "bela porcaria" e no fundo eu sei que é uma bela porcaria, mas eu gosto, eu escolhi.

sábado, 20 de setembro de 2008

Alphaville

* Não existe essa cena, são dois momentos do filme... fiz sem querer, mas gostei

Eu tenho uma festa hoje. Tá, sempre há festas e amigos e cerveja e todas essas coisas... Não é sobre disso o post. É sobre eu acordar MEGA pilhada porque eu tinha um milhão de coisas para fazer antes de anoitecer. Como se a festa fosse uma reunião de trabalho.

Fiquei com vergonha de ser eu. Deve ser muito chato conversar comigo se não for sobre trabalho.

Geralmente eu evito de escrever sobre coisas mais sérias, primeiro porque elas são chatas até para pensar, segundo porque só amigos e conhecidos aparecem por aqui e eles já sabem a minha vida (geralmente mais do que eu) e depois eu mudo tanto de opinião que não posso fazer nada muito definitivo, acabo usando o espaço para surtar, mas hoje o surto é pessoal.

Voltando a este surto: eu sou chata pra cacete. Juro que não era, mas virei. Eu estou me sentindo uma bibliotecária que precisa organizar uma vida inteira.

Amigo dos dias pares?
Por favor rapazinho, coloque-os na prateleira 3 no corredor 5 COM CUIDADO, sim?

Festa?
Figurino "sedutora 4", melhor "eficiente 8"

Aniversário de quem?
Fulano ganha bombons, sicrano apenas parabéns

Eu achei que conversando com pessoas diferentes eu melhoraria... mas nada.

Antes de tudo, tenho que admitir que a conversa não rola, o cara te trata como se você fosse uma alienígena (tá eu sei que é divertido, mas só quando você não se envolve), depois ele tem toda uma vida esquematizada: geralmente acorda às 8 da manhã (ele lutou a vida inteira para isso), pratica golfe 3 vezes por semana, natação, só bebe aos sábados, possui poucos e bons amigos (que preguiça!), não se dá bem com a ex-mulher, só viaja se for planejado, tem medo de atrapalhar, se preocupa com a opinião dos vizinhos, não toma chuva, nem pede sobremesa, dá passagem aos mais velhos, não grita, não comete loucura, nunca fica triste, nunca se sente sozinho, é tão polido e bem educado que nem na morte vai incomodar alguém.

De novo aconteceu isso... Fui falar mal dos outros e acabei falando de mim mesma... Talvez, como ele, eu quero alguma coisa pronta, fechada no meu desejo. o único problema é que ele queria a companhia número 7 e eu a companhia número 4.

Porque afinal de contas...
Antes de tudo, tenho que admitir que a conversa não rola, trato o cara como se ele fosse um alienígena (tá eu sei que é divertido, mas só quando você não se envolve), depois eu tenho uma vida toda esquematizada: geralmente acordo quando quero (lutei a vida inteira para isso), não pratica golfe 3 vezes por semana, nem natação, só não bebo aos sábados, possuo bastante e nem tão bons amigos (que preguiça!), não me dou com o ex-marido, só viajo se for de improviso, tenho medo de atrapalhar, me preocupa a opinião dos vizinhos, não tomo chuva, nem peço sobremesa, dou passagem aos mais velhos, grito, só faço loucura, sempre fico triste, sempre me sinto sozinha, não sou muito polida e nem bem educada e acho que na morte vou incomodar.



Péssimo, né?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

ainda sobre gangues...

Por exemplo, eu não me incomodaria em ser o "Mr Pink"...

variações sobre o nada



Consegui ficar um dia em casa, sem ninguém, sozinha... já que irmã não vale.

Detestava ficar sozinha, detestava tanto que acabei construindo a minha vida nessa loucura só para não ter que pensar em nada. Um dia, bem lá atrás, decidi que cada dia seria um novo dia. Descanso na morte.

Estava meio doente então nem trabalhar eu fui... mentira, não consigo ficar sem trabalhar, mas é outro esquema em casa... é verdade também que a Tia Baby passou por aqui, que por si só é um trio elétrico. Coisa mais linda. Linda e louca.

Só sai mesmo para jantar o meu japonês diário.

Me acabei na internet, vasculhei a vida de todo mundo. Tem dias que vc vasculha a vida dos desafetos, mas hj fui atrás das pessoas que interessam. Decidi que seria um dia instrutivo e não divertido.

A internet não trouxe nada de novo ou interessante... já ia subir para ler algum livro ou pelo menos fazer uma máscara para ver se resolvo o drama das espinhas remanescentes do festival, quando eu ouço ao fundo uma conversa novelística... Juro que salvou o meu dia.

"- Perseguida por uma gangue internacional, perigosissíma"

Eu fiquei pensando como seria fazer parte de uma gangue internacional perigosissíma.

"Cara, não mexe comigo... faço parte de uma gangue internacional perigosíssima" ou ainda

"Flanelinha, se você tem amor a sua vida não toque nesse carro. Faço parte de uma gangue internacional perigosissima"

"Se você me abandonar não posso garantir o seu futuro... Afinal faço parte de uma gangue internacional perigosissima"

Imaginou? Fila de banco, balconista desagradável, taxa bancária, trânsito, burocracia, comida requentada, cantada barata... trocaria todos os meus problemas por apenas um: A Polícia.

Acho uma troca justa, dá para pensar.

O problema é que eu não conheço nenhuma gangue internacional perigosissima... talvez os meus problemas poderiam ser resolvidos por uma gangue nacional (desde que perigosíssima), bem da verdade acho que até mesmo uma municipal perigosa serviria.

Os que eu conheço, ou vejo por ai... tentando me assaltar, estão mais deseperados do que eu. Transformaram as suas vidas em uma incrível e interminável montanha russa, porque como eu, não querem pensar em seus problemas.

Triste descobrir isso, né?

Devia ter subido e feito a porcaria da máscara.

sábado, 30 de agosto de 2008

Ressaca Moral


Acabou para o público, eu ainda tenho trabalho.
A droga é que eu estou na maior ressaca moral e física, sem forças mesmo. Parece que eu perdi alguma coisa... Como criança brincando com formiga e não vê o jatinho passando. Ouve o barulho e sabe que perdeu alguma coisa, mas não sabe bem o que.
Saudades do que eu não conheço. Lembrança do que eu não vivi.
Acho que eu tô perdendo tempo.

Tempo, fé e esperança.

sábado, 9 de agosto de 2008

sábado, 19 de julho de 2008

Só para loucos


É um dos meus livros favoritos. Isso já faz um bom tempo, apesar de toda a minha inconstância.

Tudo certo e bacaninha, salvo um pequeno detalhe: eu nunca terminei o bendito.

Foi um processo.

A primeira vez que eu li, me identifiquei tanto com o personagem, que quando terminou o tratado, cheguei a fechar o livro rapidamente em estado de pânico, com medo que alguém entrasse no quarto e me visse assim desnuda e exposta. Foi constrangedor. Ficou na minha cabeceira durante alguns meses, depois prateleira e juntou pó.

Segunda tentativa, caminhei junto com Harry até o baile, cheguei a me empolgar com as danças e quase fui feliz, mas não tive forças para continuar.

Pelas minhas contas já li o livro umas treze vezes, mas não terminei nenhuma.

O engraçado é que eu não sei como termina, ninguém me conta. E na internet as pessoas discutem alguns pontos, mas não comentam o final. Eu não sei se Harry ainda está vivo, tornou-se um assassino de si mesmo, se aplacou a fera de dentro...

Uma das ultimas coisas que eu quero fazer em vida é terminar esse livro. Eu quero terminar e morrer, tipo, duas semanas depois. Eu não quero comentar, escrever, pensar, nem nada. Só ler.

Não é por nada tão profundo, é só porque eu simplesmente não suporto saber que um dia, o livro vai acabar. Sofri muito com o final de Cem anos de solidão e não quero passar por isso de novo.

Juro que na ambulância em direção ao hospital eu lembrei do livro. E se eu morrer de uma hora para outra?

De "como eu me transformei em Japa", ou "como a comida japonesa atinge o cérebro", ou "porque deixei de comer peixe"

O título é para o Jean dar risada. Ele gosta dessas bobeiras de título longo.
Inclusive, pensando agora, percebo que é uma coisa de geração "Muito além..." de qualquer compreensão. Piada interna (bem tosca por sinal).
Eu nem gosto nem desgosto. Prefiro que sejam bons, pode ser longo, curto, tem dias que aceito até mesmo os incompletos.
Voltemos a culinária japonesa. É incrível, certo? Pode ser, mas eu não aguento mais.
Saiu tarde do trabalho? Acaba comendo um japinha com os colegas
Faz tempo que não se falam? Merece um japa.
Impressionar alguém? Japa nele.
Aniversário, velório, encontro, batizado, depressão, tudo é motivo para comer um japinha.
Queria saber como andam as cantinas italianas.
Porque para piorar ainda mais o quadro, todo mundo que se preze anda fazendo um regiminho...
Eu mesma com a desculpa de regime e procurar fazer programas mais saudáveis e menos alcólicos, conheci quase todos os restaurantes típicos na Vila Madalena, Pompéia e região.

Conclusão: o barato sai caro e ressaca de saquê é pior que de wiskey ou cerveja.

Dizem também que cérebro faz bem para o peixe, nesses últimos 20 dias que eu praticamente só comi comida japonesa, não senti nenhuma melhora. Continuo tão dixlesica quanto antes.

Nossa! Bateu uma vontade de falar de trabalho... coisa mais esquisita.

Melhor parar por aqui.

domingo, 6 de julho de 2008

Ferrou.
Todo mundo já veio comentar que no blog só se fala de bebida.
Tudo bem, mas vou fala de que?
Trabalho?

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Favela Esporte Clube *


- Nós só vamos beber na quinta?
- Sim, só na quinta.
- Ok. Então, que tal um japa?
- Excelente idéia. Japa.
- E um saquê? No máximo uma dose
- Combinado.
- Garçom, uma garrafa de saquê, por favor. Hã bem gelada.
- Acho que estou bêbada e estufada... comi muito... glupt...
- Olha aquele boteco da esquina, vamos ver o jogo ? É a final da libertadores.
- Cezinha, quantas foram?
- 3 cervejas.
- Bom, agora casa, né?
- Sim, melhor dormir cedo... a gente vai sair amanhã
- Amiguinha, pega o saca rolhas, por favor....
- Glupt....glupt....glupt.
- Vou comprar cigarro.
- Ah então, aproveita e traz umas latinhas também...
- Ok

* Texto de Paula Kinker

domingo, 29 de junho de 2008

Feliz e oca


Eita semaninha agitada!!

Foi tão agitada, que nem dá vontade de escrever.

O pior é que ela foi boa... Na teoria eu deveria ter vontade de contar alguma, mas não tô.

Qual é a graça de contar que eu encontrei a prima depois de um tempão?

Ou ainda de ter rolado de rir com a Paula ou com o Jean? Que eu tive vááárias conversas sem noção com o Marcio? Que eu tentei salvar a Paulinha com um ataque de arco íris? Que eu fofoquei e briguei pelo msn, que gritaram comigo, que eu fiquei com raiva, feliz, saudades, deprimida, carente, segura... Na maioria das vezes tudo junto.

Por que seria divertido falar que eu joguei sinuca, tomei caldinho, tracei um japa, trabalhei horrores, consegui ficar um dia em casa, fui para a "acadimia", o moço ligou e eu não atendi, assumi mais responsabilidade do que agüento, cometi contravenção, dei passo maior que a perna e palpite onde não me chamaram?

Hein? Hein?

sábado, 14 de junho de 2008

Eu preciso querer parar de beber.

Pronto.
Era só isso que eu queria falar... Tá no título, acabou.

domingo, 8 de junho de 2008

Samba Russo

Minha vida anda bem monótona, mas hoje eu dei por mim, que nada acontece porque eu ando na linha. Uia. Olha outro absurdo da existência:

Como eu não ando dando bafon, eu ando sem emoção.

Não briguei (muito) com ninguém, não falei (quase) mais do que devia, (praticamente) mantive o regime, não liguei para ninguém bêbada dizendo que sentia saudades (controle é tudo), comecei a (finalmente) ler Proust, até o figurino foi discreto, já que nem na academia eu fui...

Ando flat, ponderada, quase educada.

Um saco!

Para compensar esses 15 dias de (quase) total controle segue uma letra do Cuelho de Alice, parece que eu virei paga pau, primeiro foram os textos da Márcia Denser e agora essa banda. Não é nada disso, mas é que são tão bons (pelo menos eu acho) que ficam na cabeça, você acaba se sentindo na obrigação de comentar.

E, afinal de contas, essa porcaria de blog não é meu?

Pois então.


Samba Russo
Composição: Paulo de Carvalho

Sodubuteko Sodubutikin
Tem muita gente que já não me atura
Desde criança que eu sou assim
Passei dos 30, nada mais me cura
Não sou otário e nem malandro
Nem funcionário e nem vagabundo
Sou só mais um fariseu sentado
Falando merda pra aturar o mundo

Sodapadoka Sodacervejin
Do tiragosto e do futebol
A grana é curta e a vida é breve
To nessa até que o capeta me leve
Já fui varrido junto com o lixo
Já fui lavado junto com o chão
Já fui tratado bem pior que bicho
Já desmaiei com a cara no balcão

Eu sou da turma da madrugada
E tô na night pra qualquer parada
Eu sou da turma da madrugada
E tô na night pra qualquer parada
Eu sou da turma da madrugada
E tô na night pra qualquer parada

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ando assim meio...

Por vezes eu me sinto como a Lolita de Nabokov e busco refúgio no meu carrasco.*

*Para os de sem (ou seria cem?) imaginação explico que é uma metáfora, o meu pobre pai carrega diversos defeitos, mas daqueles que só causam mal ao portador, não à sociedade.

domingo, 1 de junho de 2008

"Cambeque"


Não acontece nada de bom/péssimo/divertido/trágico/supimpa/maneiro/bacana na minha vida... Detestei a vida de civil.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter


Não vou fazer nenhuma referência ao cafona, mesmo porque já dei a minha opinião sobre isso, mas eu preciso me render novamente a filosofia de boteco.
Eu estou nesse momento da minha vida onde não consigo decidir se caso ou compro uma bicicleta, enfim... tô bem confusa.
O que uma pessoa "esperta" faz numa hora dessas?
Briga com todo mundo.
Nem todo mundo, afinal, vez por outra, algum amigo aparece por aqui e me salva do completo abandono.
Depois do deformers eu meio que pirei, comecei a colocar para fora tudo que me irritava, tudo que eu achava errado, fiz a linha hellreiser mesmo.
É um pouco dolorido e cruel dizer isso, mas a verdade é que por um lado foi bom, arejou a minha vida e eu pude enxergar um pouco mais além desse vampirismo e névoa de mesmice.
Alguns eu voltei atrás, outros vieram conversar, mas no geral foi um ponto final mesmo (isso é uma grande mentira, porque eu nunca consegui colocar um ponto final em nada na minha vida, quando muito, um ponto e vírgula, mas a sensação de controle me faz bem...).

Bacana, né?

Não. Nessas eu mandei passear alguns ex eternos, futuros eternos, nadas eternos, amigosparasitasdobem e por ai vai...
No final, algumas pessoas não mereciam isso, elas só fazem o melhor que elas podem, não sei se o defeituoso deve ser abandonado, não sei dizer nem o que é defeituoso de fato.
Para passar o tempo enquanto eu não resolvo esse pendenga pseudointelectualemocional, descobri um site chamado mundo perfeito (www.mundoperfeito.com.br), onde vc pode descobrir o "artista"que há dentro de você. Juro que é otEmo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Nova mulher



Primeiro dia de pilates e yoga.
Afff... para que tanto...
Esse negócio de academia está acabando com a minha auto estima. Sempre fui magra, e o meu corpo nunca me deixou na mão. Sabe fim de semana na praia com namorado novo? Pois é, eu sempre ia linda, leve e saliente. Bebia, fumava, não dormia. Tudo que falaram para não fazer eu fiz, e o meu corpo lá, firme e forte.

Maldita hora que eu parei de fumar.

Vieram os quilos e depois a circulação para culminar num achaque deformador.
Tá certo que eu já desformei - o rosto - porque o corpo tá lá estendido no chão... tentando fazer ginástica.

É uó ver o meu corpinho roliço dentro daquelas roupas, e verdade seja dita, eu sempre fui cruel com os "saudáveis". No fundo, no fundo, eu sei que mereço.

sábado, 26 de abril de 2008

Hotel Cervantes



Eu ouvi essa história uma vez e achei bem bacana, não sei se é verdade ou não, dei até um "google" para ver se encontrava alguma coisa, mas nada.... mas como era bem bacana, resolvi postar e dane-se.
Para os gregos, todos eram hermafroditas, mas por punição divina fomos separados em dois gêneros: homens e mulheres. A grande maldição seria passar a vida inteira tentando encontrar a sua outra metade.

Bonitinho, né?

Tudo bem as pessoas quererem encontrar a bendita alma gêmea, mas na boa, isso está parecendo comoção nacional, nunca vi tanta histeria, por tão pouco.
Você olha os casados e no geral eles parecem estar sufocados e infelizes. Claro que é uma análise feita por uma pessoa traumatizada, mas enfim... eles não me parecem felizes e estão sempre contando histórias de como era bom ser sozinho, etc, etc, etc. Do outro lado, você vê os solteiros reclamando, chorando.

Está um saco.

Não dá para sair, tomar uma cerveja, dar risada. Nada. Na maioria das vezes você se depara com uma incrível choradeira, de ambos os lados - CASADOS E SOLTEIROS
O negócio está tão sério que alguns estão tendo alucinações. E quer saber? Os homens são os piores.
Eu também gostaria de encontrar a minha cara metade, mas eu me recuso a "fabricar" uma que caiba na minha vida. Afinal, a diversão está na busca, não é?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Coco, morango e uva.

A vida poderia ser um pouco mais simples.
As pessoas poderiam deixar de ser "profundas" e ouvir o outro.
Tenho a impressão que bati o recorde de mal entendidos nessa última semana, mas o pior foi a história da carona.
Juro que ofereci com a maior boa intenção e o babaca achou que eu estava com segundas intenções. Eu mereço? O Cara é o fim da picada, tosquinho mesmo... Na hora eu ri e discretamente expliquei que iriam mais pessoas no carro, mas depois eu fiquei ofendida. Vá passear. Como vingança, entrei numa comunidade do Orkut: "Sou gente fina, não estou te dando mole"
A história toda está tomando proporções bíblicas, você não pode mais ser simpática que logo começam a especular alguma coisa. O que é uma pena, porque eu estou numa campanha séria para 2008
O slogan seria algo mais ou menos assim: "Uma pessoa menos intolerante, menos debochada, mais simpática e compreensiva e o melhor: nada grosseira."

terça-feira, 15 de abril de 2008

"Márcia Denser", ou "O dia em que a faxina salvou a minha vida" ou "Como fiquei sem escritor favorito"



Eu sou levemente obsessiva. Se é que isso existe.
Se não existe, eu não existo e assim fica tudo mais fácil.
Semana passada, eu esqueci de limpar a parte de cima da geladeira. Quem já fez faxina na vida, sabe que essa parte da geladeira é intratável, não gosta de permanecer limpa.
Para piorar a situação da minha, eu esqueci de limpar. Fiquei a semana inteira com isso na cabeça: "quando chegar em casa, vou lá e passo um pano" Bom, a semana passou e eu não limpei. E a parte de cima da geladeira ficou como gosta: imunda. Pobre pinguim.
Onde entra a Márcia Denser?
Essa semana, por penitência, fiz a maior faxina da história.
Faxina esgota qualquer um, ainda mais a maior faxina da história... E gente cansada prefere reler do que ler. Eu pelo menos sou assim.
Quem estava na minha cabeceira? Dona Márcia.
Eu fico impressionada com a minha estupidez emocional. Não é o primeiro escritor (a), diretor (a) que "bate" depois. Eu precisei chegar aos 30 anos, para entender o que uma mulher de trinta escreveu.

Fiquei em pânico.

Meus escritores preferidos são homens, mas eu não (eu sou mulher).
Mas se eu só entendo o que está na minha cara, logo eu não entendo nenhum deles.
Se eu não entendo, logo não poderiam ser meus escritores favoritos.

Não é alarmante?

Desisti de entender, melhor falar sobre a Márcia (parece a minha melhor amiga).
A minha loucura não é a mesma que a dela, mas um louco sempre se sente menos (as) solitário quando encontra outro.
Napoleão, no hospício, precisa desesperadamente da companhia de Jesus Cristo, que por sua vez, não vive sem a presença de Dom Pedro.
Sou quase um psicóloga. Vocês precisam acreditar em mim.
Bom, Márcia Denser andou por São Paulo, loira e linda em plena década de 80. Aprontou horrores.
Continua andando por São Paulo, imagino que ainda apronte uma vez ou outra e mantenha algum grupo cativo.
Boa leitura. Recomendo.

sábado, 5 de abril de 2008

Olhar 43


Juro que agora eu quero ver sair dessa.

Eu tenho um talento incrível para entrar em encrencas, acho que esse talento só é menor que um outro meu: sair de encrencas.

É sério. Faço parte das minorias.

Teoricamente, não seria uma boa época para falar sobre isso, mas daí eu fiquei pensando e cheguei a conclusão de que a melhor época para falar sobre alguma coisa é quando se trata de uma realidade distante. Apaixonados devem falar de dinheiro e azarados sobre a sorte. Explico. O apaixonado, devidamente apaixonado, será rápido e objetivo para tratar de dinheiro, não supervalorizará o vil metal: Serve para pagar as contas. O que mais você quer saber? Para logo em seguida voltar a falar do objeto amado durante horas... Um desespero para qualquer ouvinte. E um azarado sobre a sorte? Imagine se ele vai perder tempo contanto sobre coisas absurdas e mágicas, se ele tem inúmeras histórias REAIS e DOLOROSAS de como a vida é cruel...

Explicado o meu ponto de vista, posso desabafar para o nada...

Descobri que eu sou mortal.

Eu já estava desconfiando... primeiro surgiram algumas rugas, depois cabelos brancos, um número cada vez maior de pessoas começou a me tratar por senhora (sempre tenho um acesso de riso GENTE, EU JÁ URINEI NA CAMA. PELOAMORDEDEUS SENHORA NÃO), depois começaram as consultas médicas, e o pior... Eu não conseguia mais ficar 72 horas acordada.

Foi um choque. Eu tinha certeza que eu era imortal. Tá certo que um dia eu não iria mais acordar. Isso seria a morte.

Tudo bem. Todo mundo morre.

Eu nunca compreendi que era um processo. Começa com você tossindo lamentavelmente na frente daquele cara por causa do cigarro. Dentes amarelados. Cabelo sem brilho. Celulite. Vc começa a ver o que está bebendo, porque afinal de contas você terá que trabalhar amanhã...

Preciso fazer ginástica. Preciso fazer ginástica. Culpa do cigarro. Culpa do álcool.

Uma ova. Culpa da idade mesmo.

O crescimento é um processo mental e físico, o envelhecimento não. É só físico.

Tenho as mesmas vontades, desejos, acho um saco ter que dormir, fujo das responsabilidades, e entro em pânico só de pensar que eu vou ter que usar um daqueles malditos macacões de ginástica!!

Onde eu estava mesmo?

Minorias... pois é. Eu não sou minoria. Eu dei um pouco de sorte em alguns casos, forçei a sorte em outros, mas no final eu vou morrer e vou passar por algum processo humilhante e degradante como todo mundo. Isso é fato.

Mas e daí?

No final, descobri um milhão de coisas novas:

A humilhação física não é nada, comparada a nulidade mental que as pessoas exibem sem o menor pudor.

Não tente esconder os seus defeitos, mais cedo ou mais tarde eles vão aparecer.

Sempre achei que o meu pior inimigo estaria no lugar mais improvável, na verdade, foi o meu melhor amigo que encontrei por lá.

Você nasceu sozinho. Conforme-se, e tenha a dignidade de evitar os placebos existenciais. A vida é sua, a morte também. Aproveite de ambas. O dedo amputado só dói no enfermo, o resto é maquiagem.

Não pense que você não vai pagar a conta dos teus pecados, chega a ser hilário a forma como as coisas acontecem. Não acho que estou pagando alguma coisa, mas passar por uma situação aos 15 e depois aos 34, do outro lado, é no mínimo engraçado. Embora, bem da verdade, eu precise confessar que não melhorei em nada...

Mande às favas todos que te incomodam.

Porque afinal de contas, não importa se a mula é manca, eu quero é roseta.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Eu vivo mesmo de smoking, vamos dançar


Viva a cafonice.

Não vou fazer nenhuma apologia, mas uma coisa todo mundo tem que admitir:

só os cafonas são felizes.

Isso é um fato.

A grande questão não é ser cafona ou chique (fora que é “super cafona” querer ser chique), a questão é “ser travado ou ser Cafona?” Podem falar o que quiser, mas que seria divertidíssimo algum fulano chegar de smoking e soltar uma frase dessas seria.

Acho, sinceramente, que não só eu, mas a maioria das pessoas que eu conheço estão meio de saco cheio desses relacionamentos “cools”.

Eu quero tudo e quero agora!!

Nada contra o sexo casual, afinal quem não se diverte depois e um sexo honesto debater Hermann Hesse? Não é mesmo minha gente? Bom, eu não.

Eu não tenho saco para esse tipo de relacionamento, parece que você está chupando bala com papel.

O assustador é que não estou sozinha nisso. É uma coisa de geração mesmo, embora ninguém assuma, mas eu observo, os sintomas chegam a ser clássicos.

Alguém, em algum momento, determinou o que é certo e errado e a maioria das pessoas acatou.

Isso não é elegante, isso não pode, isso é cafona, isso é coisa de gente ignorante que se satisfaz com pouco. Para você ser considerado “uma cabeça pensante” você pára de pensar.

Seria engraçado, se não fosse trágico.

A verdade é que, não só eu, como a maioria das pessoas que orbitam na minha vida, queríamos entender o mundo, definir os sentimentos, traduzir em texto e imagem, e no processo destruímos tudo... Sabe criança quando ganha um brinquedo novo e destrói para ver se consegue entender?

Pois é. Destrói e não aprende nada com isso.

Enquanto a pessoa, considerada cafona e simples, a mesma que não tem grandes pretensões têm mais chances de ser feliz.

Eu não queria deixar de questionar tudo, mesmo porque acho que seria impossível, eu só queria ter equilíbrio suficiente para questionar a minha vida e o mundo, mas sem ficar constrangida quando um simpático rapaz me convida para dançar, porque afinal de contas, ele vive de smoking.

Estrangeira


Eu me sinto uma estrangeira na minha própria casa. Não é uma sensação ruim, mas nada que eu toco ou uso parece ser meu. É como se eu sempre estivesse morando de favor, usando as roupas de alguém... alguém que tem um gosto muito diferente do meu, diga-se de passagem.
A minha língua materna é outra, meu momento nunca é agora, meus desejos são incompreensíveis, minhas frases são deslocadas e as minhas piadas não têm contexto. Quase dá para ter pena de mim... mas quem conhece não sente pena. Concordo com os conhecidos.
A paralaxe é muito sutil, afinal faz tempo que estou por aqui... alguma coisa a gente sempre aprende. Eu acho que estou muito bem adaptada nessa vida, mas ainda assim, não é a minha vida.
A minha mania de tentar descobrir se Deus existe ou não, já me levou para os lugares mais bizarros, no começo eu achava que era papo de cartomante, feiticeiro, macumbeiro, astrólogo e o escambau. Todos falavam "Você não é daqui" "Você se sente estrangeira" "Você não pertence a lugar nenhum" "Você não se amarrará" etc, etc, etc... Confesso que por anos acreditei que falavam essas coisas para TODO mundo que aparecia, mas descobri que não, só para aquelas pessoas que chegam com olhar esbugalhado e perdido.
Pouquíssimas pessoas me fizeram lembrar de algo familiar, isso não quer dizer que eu sinta desconforto ou constrangimento perto das outras pessoas, não é isso, é uma coisa diferente, muito sutil.
Nem preciso dizer que essas pessoas estão no maior e profundo buraco: presos, drogados, débeis mentais... O fato é que a vida não foi generosa para com nenhum deles.

Eu só queria saber se eu sobrevivi ou por covardia me adaptei. Tem como descobrir? Qual a diferença?

segunda-feira, 10 de março de 2008

Pessoas inteligentes



Esses dias, na hora da coxinha e no meio daquela conversa mole do café, uma simpática moça vira e fala:

- Eu me sinto atraída por pessoas inteligentes, a inteligência é afrodisíaco para mim e blá blá blá

A conversa não é sobre a moça que por sinal, eu acho bonita e inteligente, é sobre essas malditas frases feitas que todo mundo usa.

Gosto de pessoas inteligentes. Pensem um pouco. Gosto de pessoas inteligentes.

Para analisar se uma pessoa é inteligente ou não, você precisa ser inteligente. No final fica um pouco pretensioso.

Eu gosto de gente na mesma proporção do eu odeio gente.

Eu consigo amar e odiar a mesma pessoa por anos sem saber se ela é inteligente ou não, na verdade sem ver como ela é. Inteligente ou não, a minha única certeza é a minha burrice emocional.

Eu não consigo enxergar o outro, quanto mais analisar se o rapaz é inteligente ou não.... Quando eu digo enxergar, eu estou falando no sentido literal mesmo, já cheguei ao cúmulo de sair com um cara durante uns três meses e não reparar a falta da mão direita.

Não é para morrer de vergonha?

O pior é que o cara abria o coração e falava sobre a dificuldade para dirigir, sobre a luta que tinha sido para ele se formar em engenharia... E eu pensando "Que cara esquisito, eu querendo beijar e dançar e ele com esse papo, bela porcaria se formar em engenharia e dirigir mal faz parte..."

Enfim, aqueles conceitos que falam sobre os apaixonados não conseguirem enxergar a realidade são a mais pura verdade, pelo menos para mim... Como eu vou conseguir saber se o fulano é inteligente ou não? Afinal, o que me atrai?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Porque a gente é assim?


Eu ando meio triste. Achei que essa história de blog iria me animar, mas nada...Acabei enveredando pelos blogs alheios e larguei o meu de mão.

Acho que no final é por isso que eu ando triste.
Eu não consigo fixar minha atenção por muito tempo em um assunto, muito menos em uma pessoa.
Eu não sei quanto ao resto da humanidade, mas para mim é tudo junto, tudo de uma vez. Acho muito chato.
Aparecem três trampos legais , dois caras tudo de bom na mesma semana, eu mal consigo administrar o meu armário, o que me dirá de uma vida inteira. Na dúvida, mando todo mundo embora.

Vc quer ficar com esse rapaz para sempre?

Para sempre? Claro que não ... Quer dizer eu acho que não. Quais são as outras opções? Posso experimentar?

Ahhhhhhhh
No final eu sofro mais que todo mundo. Eu sempre estou sofrendo pelo o que eu dispensei, pelo o que eu não quis... É esse medo de perder o melhor, não saber o que está lá na frente.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Meu Blog!




- Eu fiz um blog
- Onde? Quando?
- Olha aqui (e me passou um link)
- EU QUERO!
- O que? Um Blog?
- É! Eu quero um!!
- Pera que eu te faço um agora
- Tá. Ai meu Deus! Como vai chamar? Pera um segundo que eu vou conversar com alguns amigos e ver se alguém pode me dar um nome

Tá Feito. Eu não tenho a menor idéia do que eu vou falar. Contar a minha vida? Dizer o que eu penso? Fazer linha? Quem vai ler? Alguém vai ler?
Em menos de 24 horas dois amigos comentaram que criaram seus blogs. Tá. O meu blog será um blog no imenso mundo dos blogs... Mas é meu, só meu.

Pareço o Pedroca