
Eu sou levemente obsessiva. Se é que isso existe.
Se não existe, eu não existo e assim fica tudo mais fácil.
Semana passada, eu esqueci de limpar a parte de cima da geladeira. Quem já fez faxina na vida, sabe que essa parte da geladeira é intratável, não gosta de permanecer limpa.
Para piorar a situação da minha, eu esqueci de limpar. Fiquei a semana inteira com isso na cabeça: "quando chegar em casa, vou lá e passo um pano" Bom, a semana passou e eu não limpei. E a parte de cima da geladeira ficou como gosta: imunda. Pobre pinguim.
Onde entra a Márcia Denser?
Essa semana, por penitência, fiz a maior faxina da história.
Faxina esgota qualquer um, ainda mais a maior faxina da história... E gente cansada prefere reler do que ler. Eu pelo menos sou assim.
Quem estava na minha cabeceira? Dona Márcia.
Eu fico impressionada com a minha estupidez emocional. Não é o primeiro escritor (a), diretor (a) que "bate" depois. Eu precisei chegar aos 30 anos, para entender o que uma mulher de trinta escreveu.
Fiquei em pânico.
Meus escritores preferidos são homens, mas eu não (eu sou mulher).
Mas se eu só entendo o que está na minha cara, logo eu não entendo nenhum deles.
Se eu não entendo, logo não poderiam ser meus escritores favoritos.
Não é alarmante?
Desisti de entender, melhor falar sobre a Márcia (parece a minha melhor amiga).
A minha loucura não é a mesma que a dela, mas um louco sempre se sente menos (as) solitário quando encontra outro.
Napoleão, no hospício, precisa desesperadamente da companhia de Jesus Cristo, que por sua vez, não vive sem a presença de Dom Pedro.
Sou quase um psicóloga. Vocês precisam acreditar em mim.
Bom, Márcia Denser andou por São Paulo, loira e linda em plena década de 80. Aprontou horrores.
Continua andando por São Paulo, imagino que ainda apronte uma vez ou outra e mantenha algum grupo cativo.
Boa leitura. Recomendo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário