sábado, 20 de setembro de 2008

Alphaville

* Não existe essa cena, são dois momentos do filme... fiz sem querer, mas gostei

Eu tenho uma festa hoje. Tá, sempre há festas e amigos e cerveja e todas essas coisas... Não é sobre disso o post. É sobre eu acordar MEGA pilhada porque eu tinha um milhão de coisas para fazer antes de anoitecer. Como se a festa fosse uma reunião de trabalho.

Fiquei com vergonha de ser eu. Deve ser muito chato conversar comigo se não for sobre trabalho.

Geralmente eu evito de escrever sobre coisas mais sérias, primeiro porque elas são chatas até para pensar, segundo porque só amigos e conhecidos aparecem por aqui e eles já sabem a minha vida (geralmente mais do que eu) e depois eu mudo tanto de opinião que não posso fazer nada muito definitivo, acabo usando o espaço para surtar, mas hoje o surto é pessoal.

Voltando a este surto: eu sou chata pra cacete. Juro que não era, mas virei. Eu estou me sentindo uma bibliotecária que precisa organizar uma vida inteira.

Amigo dos dias pares?
Por favor rapazinho, coloque-os na prateleira 3 no corredor 5 COM CUIDADO, sim?

Festa?
Figurino "sedutora 4", melhor "eficiente 8"

Aniversário de quem?
Fulano ganha bombons, sicrano apenas parabéns

Eu achei que conversando com pessoas diferentes eu melhoraria... mas nada.

Antes de tudo, tenho que admitir que a conversa não rola, o cara te trata como se você fosse uma alienígena (tá eu sei que é divertido, mas só quando você não se envolve), depois ele tem toda uma vida esquematizada: geralmente acorda às 8 da manhã (ele lutou a vida inteira para isso), pratica golfe 3 vezes por semana, natação, só bebe aos sábados, possui poucos e bons amigos (que preguiça!), não se dá bem com a ex-mulher, só viaja se for planejado, tem medo de atrapalhar, se preocupa com a opinião dos vizinhos, não toma chuva, nem pede sobremesa, dá passagem aos mais velhos, não grita, não comete loucura, nunca fica triste, nunca se sente sozinho, é tão polido e bem educado que nem na morte vai incomodar alguém.

De novo aconteceu isso... Fui falar mal dos outros e acabei falando de mim mesma... Talvez, como ele, eu quero alguma coisa pronta, fechada no meu desejo. o único problema é que ele queria a companhia número 7 e eu a companhia número 4.

Porque afinal de contas...
Antes de tudo, tenho que admitir que a conversa não rola, trato o cara como se ele fosse um alienígena (tá eu sei que é divertido, mas só quando você não se envolve), depois eu tenho uma vida toda esquematizada: geralmente acordo quando quero (lutei a vida inteira para isso), não pratica golfe 3 vezes por semana, nem natação, só não bebo aos sábados, possuo bastante e nem tão bons amigos (que preguiça!), não me dou com o ex-marido, só viajo se for de improviso, tenho medo de atrapalhar, me preocupa a opinião dos vizinhos, não tomo chuva, nem peço sobremesa, dou passagem aos mais velhos, grito, só faço loucura, sempre fico triste, sempre me sinto sozinha, não sou muito polida e nem bem educada e acho que na morte vou incomodar.



Péssimo, né?

2 comentários:

IngridGonçalves/LadyA. disse...

Que tal o figurino nº 3, com aquele sapatinho de dedos nº 37?
Hummm... só pra constar, que se danem os visinhos que dizem que a Soledad precisa mais do que comida, como se soubessem de tudo vida canina dela... Péssimos são eles! Late mesmo Soledad!!!

Thalita disse...

ahahahahaha
Soledad é LATIna, se é q vc me entende.
Muito feminina e passional, sofre no seu corpo de Rottweller.
É apenas uma alma de artista buscando sua expressão - o resto é burguesia em crise, não merece atenção.