sexta-feira, 31 de outubro de 2008

What It Feels Like For A Girl

Parece senso comum, mas juro que não é. Toda mulher é frágil e geralmente sofre pra cacete.
Algumas têm o hábito de decepar cabeças depois de magoada, mas isso é uma outra história.
Eu já tinha viajado sozinha, mas foi a primeira vez que eu fui para um lugar sem nenhuma referência ou conhecido. Todo mundo falou que seria incrível, porque eu saberia "quem eu realmente sou" e outras balelas.
Bom, descobri que eu sou eu mesmo - mas ainda não consegui decidir se isso é bom ou ruim.
Aff já divaguei de novo... A história não tem nada com a viagem, só é um gancho. A volta foi muito cansativa, trem, avião, avião, aeroporto, avião, comida ruim, pressa, sono, avião, cansaço, avião, manta.
Eis que no meu último momento em solo estrangeiro, os alto falantes começam a reproduzir a música da Madonna e eu embarquei com a questão.
Eu adoro ser mulher, não tem nada com sexo ou seja lá o que a maioria das pessoas pensa a respeito, mas eu não queria sentir tanto, não queria ser orientada por hormônios, não queria precisar ser aceita, não queria ter as metas mais malucas, e principalmente, não queria ser lançada à questões filosóficas por causa de uma música comercial feita por um ícone pop!! Isso é humilhante.
Tá certo que eu estou na TPM e acabo ficando mais agressiva e emotiva do que o normal, mas mesmo assim eu acho que no geral as mulheres se sentem como a Sol, um monstro carente, que precisa de atenção e todas as coisas, mas todo mundo tem medo porque bate forte e colocado.

PS - Eu gosto da música, mas principalmente do vídeo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mundinho pequeno

Foi a primeira coisa que eu vi, assim que cheguei no escritório da produção.
Fiquei doida e constrangida... Sacar o celular para fotografar flyer é um comportamento estranho até para os brasileiros.
No final, os gregos estavam certos, nossas expectativas e angústias são genéricas e universais. É só "botar uma máscara e tá tudo explicado"
Mais engraçado é lembrar que toda essa história começou por causa de uma frase que eu ouvi passando em frente a TV:
"- Perseguida por uma gangue internacional, perigosissíma"
Globo, Grécia e Suécia: Tudo a ver!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Últimas considerações

*22h, numa capela no meio do mato, a "iluminação" foi feita com os faróis do carro

Ok, foi um bom ano.

Pode parecer estranho, mas hoje (16/10) eu fui parar numa fazenda centenária, pra lá de tombada (se é que isso existe), fiquei praticamente o dia inteiro lá. Já tinha ido antes, e também conheci outras, mas dessa vez eu estava "sozinha". Percorri alguns lugares felizes e outros deprimentes, me senti uma escrava e uma sinhá.

Eu ainda tenho uns projetos para encerrar até o final do ano, mas eu sinto que o ano acabou.

Entre mortos e feridos, eu acho que sobrevivi.
Foi o ano inteiro na trave: Dinheiro, trabalho e amor.

Só queria entender porque eu estou feliz.

sábado, 11 de outubro de 2008

Alguém sabe?


Fui até onde eu achei que dava.
E agora?
Isso é pouco ou muito?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

hein??


Tá.
Se eu sou "super feliz", a minha vida é incrível, meus amigos são insubstítuiveis, eu amo o meu trabalho e sempre tem um doido por perto.

Por que será que de vez enquando eu fico tão triste que chega a dar pena?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

ahhhhhhhh


Agora é oficial: Eu ODEIO comida japonesa

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

mudança de hábito


E seu eu disser que, de repente, eu enjoei de comida japonesa?
No domingo me veio essa luz: "Thalita, agora chega"

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cadê????


Estou numa fase de festinhas dos 30. Na verdade não é bem uma fase, afinal eu já estou nos 30 (e tantos, logo mais) e continuo indo à festinhas.

Semana passada foi um evento mais "selvagem", já que a "tchurma" era da "night", mas nem isso deu para segurar as barriginhas, celulites, rugas e calvices. O tempo é cruel até para os reis da noite. Já a dessa semana era para um pessoal mais intelectualizado, ao invés de strobos e pisca pisca, serviram caldinhos e patês.

Gostei das duas festas e gosto de todas essas pessoas, embora eu fui, digamos, mais normal em uma (se é que vc me entende, mas não crie expectativas, por favor) e na outra, o ponto máximo foi irritar um "convertido".

Droga, desviei do assunto de novo, a conversa não é essa.

A conversa é a postura das pessoas de 30. Entre uma festa e outra, fui jantar com dois amigos (um é hetero convicto e o outro é homo convicto) e minha irmã, a de 19.

Nós falamos de possibilidades, casos, namorados, ex-namorados, futuros namorados, sempre com muita falta de respeito e consideração. Enquanto nós nos consumíamos com sacadas inteligentes, rindo muito e esfolando as pessoas, a minha irmã não parava de falar: "Esse é bonitinho". "Não acredito que você fez isso! Ele era tão legal", "Olha lá, acabou de entrar um cara bonitão", etc, etc, etc.

Percebe? Ok, a idéia era nos divertir enquanto o "amor da vida" não chegava. Valia beijar, namorar e até casar, sem se preocupar porque um dia, ele chegaria. Acontece que no processo a vida pára de te surpreender, você vai se tornando lentamente uma pessoa cínica e debochada. Na boa, eu não chegaria perto daquela mesa se não fossem meus amigos, e percebi que realmente eu não chego mais perto de estranhos e e os estranhos também começaram a rarear.

Além do cinismo e deboche, os de 30 perderam a espontaneidade. Tem uma baladinha no Jardins de quinta-feira, super fechada, mas mesmo assim fica cheia - Nenhuma bituca no chão, as latinhas devidamente jogadas no lixo. Quando reparei isso falaram que era um "público mais bem educado" - Bem educado uma ova!

A verdade é que aos 19, 20 anos há uma certo improviso e porque não dizer, empolgação com a vida. Aos 30 ou a pessoa está muito na lama ou encantada consigo mesmo, para perder tempo com experiências redundantes (eita povinho besta!).

Jantar? Dançar? Festa? Já vi tudo isso milhares de vezes, querido. E cita algum autor famoso...

Eu não quero ser metida a besta, mas eu também não consigo parar de rir das pataquadas alheias!