quinta-feira, 4 de setembro de 2008

variações sobre o nada



Consegui ficar um dia em casa, sem ninguém, sozinha... já que irmã não vale.

Detestava ficar sozinha, detestava tanto que acabei construindo a minha vida nessa loucura só para não ter que pensar em nada. Um dia, bem lá atrás, decidi que cada dia seria um novo dia. Descanso na morte.

Estava meio doente então nem trabalhar eu fui... mentira, não consigo ficar sem trabalhar, mas é outro esquema em casa... é verdade também que a Tia Baby passou por aqui, que por si só é um trio elétrico. Coisa mais linda. Linda e louca.

Só sai mesmo para jantar o meu japonês diário.

Me acabei na internet, vasculhei a vida de todo mundo. Tem dias que vc vasculha a vida dos desafetos, mas hj fui atrás das pessoas que interessam. Decidi que seria um dia instrutivo e não divertido.

A internet não trouxe nada de novo ou interessante... já ia subir para ler algum livro ou pelo menos fazer uma máscara para ver se resolvo o drama das espinhas remanescentes do festival, quando eu ouço ao fundo uma conversa novelística... Juro que salvou o meu dia.

"- Perseguida por uma gangue internacional, perigosissíma"

Eu fiquei pensando como seria fazer parte de uma gangue internacional perigosissíma.

"Cara, não mexe comigo... faço parte de uma gangue internacional perigosíssima" ou ainda

"Flanelinha, se você tem amor a sua vida não toque nesse carro. Faço parte de uma gangue internacional perigosissima"

"Se você me abandonar não posso garantir o seu futuro... Afinal faço parte de uma gangue internacional perigosissima"

Imaginou? Fila de banco, balconista desagradável, taxa bancária, trânsito, burocracia, comida requentada, cantada barata... trocaria todos os meus problemas por apenas um: A Polícia.

Acho uma troca justa, dá para pensar.

O problema é que eu não conheço nenhuma gangue internacional perigosissima... talvez os meus problemas poderiam ser resolvidos por uma gangue nacional (desde que perigosíssima), bem da verdade acho que até mesmo uma municipal perigosa serviria.

Os que eu conheço, ou vejo por ai... tentando me assaltar, estão mais deseperados do que eu. Transformaram as suas vidas em uma incrível e interminável montanha russa, porque como eu, não querem pensar em seus problemas.

Triste descobrir isso, né?

Devia ter subido e feito a porcaria da máscara.

3 comentários:

Igor Carvalho disse...

Conheço algumas gangues que vão abrir concurso este fim de ano, outras só daqui a dois anos, estou lhe encaminhando o endereço de algumas organizações subversivas que são responsáveis pela organização, manipulação e consequente divulgação dos resultados destes editais. Ahhhhhhhh, eles estão aceitando cartões corporativos como forma de pagamento de propinas. São eles:

http://www.senado.gov.br/sf/
Daqui a dois anos.

http://www2.camara.gov.br/
Daqui a dois anos.

http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/
Corre, é esse ano.

http://www.capital.sp.gov.br/portalpmsp/homec.jsp
Periga não alcançar, mas você consegue chegar lá!

Esse lhe aceitariam, mas se estiver cansada de procurar gangues de renome, pode começara achar colegas feito eu para montar uma, o que acha?

Beijos
Igor Carvalho

Thalita disse...

ahahahaha
ahahahahaha

Se vamos começar uma eu vou querer ser o Mr. Black!!
Só aceito ser o Mr. Pink se for para atuar em coisas grandes.

Igor Carvalho disse...

Olha, a primeira regra dessa organização é que não se pode escolher as cores. Entenda:

- Por que não podemos escolher as nossas cores?
- Nem pensar. Experimentei uma vez, não resulta. Fica-se com quatro tipos a lutar para ser o Mr. Black. Eles não se conhecem, por isso, ninguém cede. Nem pensar. Eu escolho. Tu és o Mr. Pink. Dá-te por feliz por não seres o Mr. Yellow.
Um lá no fundo há de dizer após a distribuição dos nomes:
- Sim, mas "Mr. Brown" soa a "Sr. Cagalhão".
A discussão segue:
- "Mr. Pink" soa a "Sr. Crica". E se eu for o Mr. Purple? Soa bem. Eu sou o Mr. Purple.
- Não és o Mr. Purple. Um tipo noutro serviço qualquer é o Mr. Purple. Tu és o Mr. Pink!
- Quem é que liga a cor ao teu nome?
- É fácil para ti dizeres isso. O teu nome é Mr. White. Se não é nada de especial ser Mr. Pink, troquemos.
- Ninguém troca com ninguém. Isto não é nenhuma assembléia municipal. Ouça, Mr. Pink. Há dois modos de entrar neste trabalho, ao meu modo ou fora daqui. Como é que vai ser?
- Santo Deus. Esquece. Eu sou o Mr. Pink. Continuemos.

Essa idéia contemporânea de ter que fazer parte de algo, nem que seja do grupo de alcólatras anônimos da igrejinha do bairro ainda nos levará a um patíbulo!