
Estou numa fase de festinhas dos 30. Na verdade não é bem uma fase, afinal eu já estou nos 30 (e tantos, logo mais) e continuo indo à festinhas.
Semana passada foi um evento mais "selvagem", já que a "tchurma" era da "night", mas nem isso deu para segurar as barriginhas, celulites, rugas e calvices. O tempo é cruel até para os reis da noite. Já a dessa semana era para um pessoal mais intelectualizado, ao invés de strobos e pisca pisca, serviram caldinhos e patês.
Gostei das duas festas e gosto de todas essas pessoas, embora eu fui, digamos, mais normal em uma (se é que vc me entende, mas não crie expectativas, por favor) e na outra, o ponto máximo foi irritar um "convertido".
Droga, desviei do assunto de novo, a conversa não é essa.
A conversa é a postura das pessoas de 30. Entre uma festa e outra, fui jantar com dois amigos (um é hetero convicto e o outro é homo convicto) e minha irmã, a de 19.
Nós falamos de possibilidades, casos, namorados, ex-namorados, futuros namorados, sempre com muita falta de respeito e consideração. Enquanto nós nos consumíamos com sacadas inteligentes, rindo muito e esfolando as pessoas, a minha irmã não parava de falar: "Esse é bonitinho". "Não acredito que você fez isso! Ele era tão legal", "Olha lá, acabou de entrar um cara bonitão", etc, etc, etc.
Semana passada foi um evento mais "selvagem", já que a "tchurma" era da "night", mas nem isso deu para segurar as barriginhas, celulites, rugas e calvices. O tempo é cruel até para os reis da noite. Já a dessa semana era para um pessoal mais intelectualizado, ao invés de strobos e pisca pisca, serviram caldinhos e patês.
Gostei das duas festas e gosto de todas essas pessoas, embora eu fui, digamos, mais normal em uma (se é que vc me entende, mas não crie expectativas, por favor) e na outra, o ponto máximo foi irritar um "convertido".
Droga, desviei do assunto de novo, a conversa não é essa.
A conversa é a postura das pessoas de 30. Entre uma festa e outra, fui jantar com dois amigos (um é hetero convicto e o outro é homo convicto) e minha irmã, a de 19.
Nós falamos de possibilidades, casos, namorados, ex-namorados, futuros namorados, sempre com muita falta de respeito e consideração. Enquanto nós nos consumíamos com sacadas inteligentes, rindo muito e esfolando as pessoas, a minha irmã não parava de falar: "Esse é bonitinho". "Não acredito que você fez isso! Ele era tão legal", "Olha lá, acabou de entrar um cara bonitão", etc, etc, etc.
Percebe? Ok, a idéia era nos divertir enquanto o "amor da vida" não chegava. Valia beijar, namorar e até casar, sem se preocupar porque um dia, ele chegaria. Acontece que no processo a vida pára de te surpreender, você vai se tornando lentamente uma pessoa cínica e debochada. Na boa, eu não chegaria perto daquela mesa se não fossem meus amigos, e percebi que realmente eu não chego mais perto de estranhos e e os estranhos também começaram a rarear.
Além do cinismo e deboche, os de 30 perderam a espontaneidade. Tem uma baladinha no Jardins de quinta-feira, super fechada, mas mesmo assim fica cheia - Nenhuma bituca no chão, as latinhas devidamente jogadas no lixo. Quando reparei isso falaram que era um "público mais bem educado" - Bem educado uma ova!
A verdade é que aos 19, 20 anos há uma certo improviso e porque não dizer, empolgação com a vida. Aos 30 ou a pessoa está muito na lama ou encantada consigo mesmo, para perder tempo com experiências redundantes (eita povinho besta!).
Jantar? Dançar? Festa? Já vi tudo isso milhares de vezes, querido. E cita algum autor famoso...
Eu não quero ser metida a besta, mas eu também não consigo parar de rir das pataquadas alheias!
Além do cinismo e deboche, os de 30 perderam a espontaneidade. Tem uma baladinha no Jardins de quinta-feira, super fechada, mas mesmo assim fica cheia - Nenhuma bituca no chão, as latinhas devidamente jogadas no lixo. Quando reparei isso falaram que era um "público mais bem educado" - Bem educado uma ova!
A verdade é que aos 19, 20 anos há uma certo improviso e porque não dizer, empolgação com a vida. Aos 30 ou a pessoa está muito na lama ou encantada consigo mesmo, para perder tempo com experiências redundantes (eita povinho besta!).
Jantar? Dançar? Festa? Já vi tudo isso milhares de vezes, querido. E cita algum autor famoso...
Eu não quero ser metida a besta, mas eu também não consigo parar de rir das pataquadas alheias!
4 comentários:
Thalita, os seus posts são a verdade em caracteres!
eu sempre adoro!
ahahahahahaha
ahahahahahahah
Giovani, não me mata de vergonha...
coisa mais "sistema" ser verdadeira, mas fico feliz que você gosta (de verdade)
é sério!!!
fora que daqui uns anos dá pra pegar tudo isso e editar um livro tipo "a vida aos 30" by Thalita Atheyeh. Pq super vou ficar lembrando dessas coisas que tu escreve quando chegar minha vez...rs
Bom, se editarem um livro o dinheiro vai ficar todo para o editor de texto... Outra o título deveria ser mais ou menos assim: "A vida de uma mulher de 30, subdesenvolvida, perdida, assustada e incapaz de viver em paz" - Duvido que alguém se interesse
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