sábado, 17 de abril de 2010

Thalita, coragem!


Preguiça de falar sobre qualquer coisa.
Tenho que decidir o que eu vou fazer com a minha vida. Enquanto isto o tempo passa e eu aqui parada, com aquela esperança de pacote de figurinhas.
O ruim é que primeiro a gente tem que se decidir por um caminho e depois percorrê-lo.

domingo, 11 de abril de 2010

Da dificuldade em traduzir do texto para a imagem


To com preguiça de escrever, mas para não passar em branco, vou contar uma histórinha da semana passada, porque desta semana não daria pé, foi muito etílica, daria trabalho explicar tudo o que eu to sentindo.

Tem um lojinha com o singelo nome de “Jean Di” já tentei fotografar umas duas vezes, mas sempre passo de carro, a avenida é lotada, um inferno. Semana passada, indo para o ponto de ônibus, passei em frente a lojinha. Na hora que eu estava tirando a foto, abriu farol com o meu onibus encabeçando a fila, tirei a foto correndo e entre atrasada no coletivo.
Saiu assim.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Let it Be



Hoje, enquanto eu ia para a produtora, tocou “Let it Be”.
Na hora lembrei-me da mãe de duas amigas minhas. Elas eram infelizes, como todo mundo que eu conheço, mas nunca entendi muito bem o porque. O pai havia morrido, mas elas estavam amparadas. Moravam numa casa maneira num bairro legal, estudavam em bons colégios, eram bonitas, tinham amigos e por sorte, não precisavam aturar as intermináveis brigas familiares que rondavam a vida de todos na época, a minha inclusive.
Bom, lembrei de um dia especifico, na verdade, esta música sempre me traz esta lembrança.
Nós entramos falando alto e rindo, éramos cerca de 6 meninas entre 14 e 16 anos, e na hora a mãe nos olhou feio da sala de TV e rapidamente voltou sua atenção para um documentário sobre os Beatles, naquele isntante ia começar “Let it Be”.
Sentamos silenciosamente a sua volta e ficamos atentas ao video, a mãe dela sempre foi meio antipática, meio que bufou quando nós nos acomodamos, todas olhavam para a TV, menos eu.
Eu não tirei os olhos da mulher.
Aquela mulher, que tinha controle total sobre a sua vida, de uma forma inacreditável para mim e para a maioria das mulheres que eu conhecia na época. Ok, eu sei que outras mães trabalhavam, mas sempre passavam a impressão de entregar todo o salário para o Marido/Papai no final do mês, elas sempre falavam: “converse com o seu pai”.
Bom, aquela mulher, antipática por ser tão auto-suficiente e eficiente, estava com os olhos marejados de lágrimas. Naquele momento eu percebi que ela já tinha sido adolescente e até mesmo criança! Eu vi toda a solidão dela e fiquei baqueada.

Bom, nada é por acaso. Hoje tive que agüentar uma irmã histérica por causa de alguns documentos e finalmente o meu divórcio desencantou e amanhã vou assinar os papéis.