segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia internacional do esperto



Hoje foi complicado. Hoje não, a semana toda.
Parece que as pessoas não entendem que um bom negócio só é bom, quando é bom para ambas as partes.
Eu acho que a arte de negociar é encontrar este ponto de equilibrio, claro que é impossível ser bom sempre, mas cabe as pessoas a consciencia de cederem em algum momento.
Perdi hoje? Ganho na próxima e assim vai.
Acontece que esta semana eu vi a "lei de Gerson". Terminho errado também, porque
não foram só os brasileiros que mostraram este lado.
Definivamente, a gringolandia não é mais a mesma.
O pior de todos foram os canadenses. Me obrigaram a gastar um tempo enorme para convence-los de que eu não sou estúpida e que não pretendia tratá-los como colonizadores. Mesmo porque dentro da minha diversificada arvore genealógica não aparece o mais insignificante traço de DNA que compõe aquele povo.
Se a história fosse boa só para mim, ainda daria para justificar o comportamento, mas quando você sabe que a história toda é boa para eles também, bate um desanimo.
Eu quase podia visualizar a moça mandando o e-mail para logo em seguinda saltar da mesa, cheia de felicidade e orgulhosa de si mesma, porque havia "proposto um negócio super rentável para a firma"
- Flor, seguinte, se não for bom para mim também, eu não movo uma palha.
Ai toca receber e-mail da moça, tentando me convencer que é bom pra mim também.
- Ahãm
Ela foi tão estupida que gastou um tempo enorme tentando me convencer de que era bom para mim. Se ela fosse boa mesmo, reavaliaria a proposta e só depois voltaria a conversar comigo. Gastou um tempo enorme para nada. Mas vai explicar... Gente esperta só enxerga o umbigo.
Eu não tenho paciencia para evasiva. Acho que um dos traços de personalidade que mais me altera. Primeiro porque a pessoa evasiva, parte do presuposto de que a outra pessoa é estupida, segundo porque o evasivo realmente se acha tão inteligente ao ponto de tapear a outra parte com frases desencontradas. Acho que os evasivos se sentem como Camões, no caso desta moça, como Shakespeare.
- Ahãm
Quer ou não quer? Não quer? Tem quem quer!

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